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	<title>Comentários em: Vaticano deixa &#8220;cair&#8221; Maddie</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
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		<title>Por: Antonio Martins Neves</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/vaticano-deixa-cair-maddie/2007/09/comment-page-1#comment-52</link>
		<dc:creator>Antonio Martins Neves</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2007 22:08:36 +0000</pubDate>
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		<description>Camarada Miguel Marujo,

parece-me estar aqui em causa um problema sério de credibilidade da imprensa portuguesa, ou pelo menos de alguns jornais. Não sou o primeiro a dizê-lo e é fácil constatar essa realidade. As notícais do caso Maddie, na maioria das vezes, são feitas sem referência a fontes: uma violação de uma das regras básicas do jornalismo, como sabes. Os acontecimentos chegam ao conhecimento dos jornalistas de duas formas: ou porque os testemunham ou porque alguém lhes conta, sendo esta a esmagadora maioria das fontes das notícias que lemos, ouvimos ou vemos. Está no código deontológico e qualquer estagiário sabe disso. Mas nem os directores parecem já lembrar-se disso, porque deixam que se façam notícias carregadas de factos e onde não se explica se foram observados por quem os escreve ou relatados com testemunhas, que devem ser identificadas, por regra. Para já não falar das opiniões/interpretações anónimas - outra falha grave e habitual nos dias que correm.
Esta conversa, para quem lê jornais, pode parecer quase pré-histórica, mas jornalismo não é alguém que domine a língua sentar-se num computador r aviar uma prosa: tem regras, porque não se destina a um bilhete para o amigo mas para informar a opinião pública, que tem, dizem as tais regras, que estar segura do que aquilo de toma conhecimento é verdade. E é um sustentáculo do regime, garante a Constituição da República.
Precece que as dúvidas são enormes sobre a matéria. Basta ler o que é publicado em quase toda a imprensa.
Quanto à questão do Vaticano, permite-me discordar: se um estado é acusado de algo que não fez pelo jornal mais vendido num dos países onde, supostamente, é seguido pela maioria da população, tem que o desmentir. Verdade que isto acontece nos países democráticos e o Vaticano está fora do grupo. Mas rirem-se e não dizerem que é mentira - vais desculpar-me Miguel - não é a mesma coisa.

Um cordial abraço do amigo

António Martins Neves</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Miguel Marujo,</p>
<p>parece-me estar aqui em causa um problema sério de credibilidade da imprensa portuguesa, ou pelo menos de alguns jornais. Não sou o primeiro a dizê-lo e é fácil constatar essa realidade. As notícais do caso Maddie, na maioria das vezes, são feitas sem referência a fontes: uma violação de uma das regras básicas do jornalismo, como sabes. Os acontecimentos chegam ao conhecimento dos jornalistas de duas formas: ou porque os testemunham ou porque alguém lhes conta, sendo esta a esmagadora maioria das fontes das notícias que lemos, ouvimos ou vemos. Está no código deontológico e qualquer estagiário sabe disso. Mas nem os directores parecem já lembrar-se disso, porque deixam que se façam notícias carregadas de factos e onde não se explica se foram observados por quem os escreve ou relatados com testemunhas, que devem ser identificadas, por regra. Para já não falar das opiniões/interpretações anónimas &#8211; outra falha grave e habitual nos dias que correm.<br />
Esta conversa, para quem lê jornais, pode parecer quase pré-histórica, mas jornalismo não é alguém que domine a língua sentar-se num computador r aviar uma prosa: tem regras, porque não se destina a um bilhete para o amigo mas para informar a opinião pública, que tem, dizem as tais regras, que estar segura do que aquilo de toma conhecimento é verdade. E é um sustentáculo do regime, garante a Constituição da República.<br />
Precece que as dúvidas são enormes sobre a matéria. Basta ler o que é publicado em quase toda a imprensa.<br />
Quanto à questão do Vaticano, permite-me discordar: se um estado é acusado de algo que não fez pelo jornal mais vendido num dos países onde, supostamente, é seguido pela maioria da população, tem que o desmentir. Verdade que isto acontece nos países democráticos e o Vaticano está fora do grupo. Mas rirem-se e não dizerem que é mentira &#8211; vais desculpar-me Miguel &#8211; não é a mesma coisa.</p>
<p>Um cordial abraço do amigo</p>
<p>António Martins Neves</p>
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		<title>Por: Miguel Marujo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/vaticano-deixa-cair-maddie/2007/09/comment-page-1#comment-51</link>
		<dc:creator>Miguel Marujo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2007 09:41:52 +0000</pubDate>
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		<description>Meu bom caro António

continuo a ler com muito interesse esta correspondência atlântica. Agora, como imaginas li ainda com renovada vontade, este post... E julgo que te devo dizer que não é grande coisa aquilo que os McCann conseguiram, quando dizes que &quot;A Santa Sé, onde os pais de Madeleine McCann conseguiram ser recebidos pelo Papa – que como sabes fala com muito poucos, raríssimos dos que desejam estar com ele&quot;.

Eles conseguiram aquilo que muitos conseguem, todas as quartas-feiras, que é participar na audiência geral (onde participam 20 mil pessoas), e não numa audiência privada como erradamente a generalidade da comunicação social disse na altura. Nesta audiência, qualquer um pode participar... E para estar na linha da frente, basta ir muito cedinho, de madrugada, dada a dimensão da multidão que vai às audiências... No caso dos McCann, eles tiveram uma benesse, de facto, mas a de alguém os pôr na linha da frente, e dar um toque ao Papa a dizer que eles eram os pais &quot;da&quot; menina desaparecida... (Incontornável, naqueles dias de exacerbado mediatismo, como te recordas.)

Depois, a questão do site do Vaticano também é do reino do anedotário do Correio da Manhã... [E não é por ser da concorrência. ;)]
A Maddie nunca esteve no site oficial da Santa Sé, muito menos como &quot;especial&quot; ou &quot;campanha&quot; ou &quot;encontrem a Maddie&quot;... Quanto muito terá havido alguma referência num discurso qualquer de um cardeal, mas nunca a um caso concreto, como este. A diplomacia vaticana, e o Papa na altura, referiram-se ao drama de crianças em risco, mas nunca Bento XVI se lhe referiu em concreto. E apenas o cardeal Saraiva falou, então, a pedido de jornais portugueses, dizendo que rezava pela menina mas também criticando o comportamento dos pais, que deixaram a menina sozinha.

Mais do que isto é balelas do CM, que todos seguiram acriticamente, sem uma confirmação para o Vaticano. Da sala de imprensa, quando o meu irmão, pelo Público, os questionou na sexta-feira riram-se.

Um abraço do leitor amigo,
Miguel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu bom caro António</p>
<p>continuo a ler com muito interesse esta correspondência atlântica. Agora, como imaginas li ainda com renovada vontade, este post&#8230; E julgo que te devo dizer que não é grande coisa aquilo que os McCann conseguiram, quando dizes que &#8220;A Santa Sé, onde os pais de Madeleine McCann conseguiram ser recebidos pelo Papa – que como sabes fala com muito poucos, raríssimos dos que desejam estar com ele&#8221;.</p>
<p>Eles conseguiram aquilo que muitos conseguem, todas as quartas-feiras, que é participar na audiência geral (onde participam 20 mil pessoas), e não numa audiência privada como erradamente a generalidade da comunicação social disse na altura. Nesta audiência, qualquer um pode participar&#8230; E para estar na linha da frente, basta ir muito cedinho, de madrugada, dada a dimensão da multidão que vai às audiências&#8230; No caso dos McCann, eles tiveram uma benesse, de facto, mas a de alguém os pôr na linha da frente, e dar um toque ao Papa a dizer que eles eram os pais &#8220;da&#8221; menina desaparecida&#8230; (Incontornável, naqueles dias de exacerbado mediatismo, como te recordas.)</p>
<p>Depois, a questão do site do Vaticano também é do reino do anedotário do Correio da Manhã&#8230; [E não é por ser da concorrência. <img src='http://atlantico-expresso.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> ]<br />
A Maddie nunca esteve no site oficial da Santa Sé, muito menos como &#8220;especial&#8221; ou &#8220;campanha&#8221; ou &#8220;encontrem a Maddie&#8221;&#8230; Quanto muito terá havido alguma referência num discurso qualquer de um cardeal, mas nunca a um caso concreto, como este. A diplomacia vaticana, e o Papa na altura, referiram-se ao drama de crianças em risco, mas nunca Bento XVI se lhe referiu em concreto. E apenas o cardeal Saraiva falou, então, a pedido de jornais portugueses, dizendo que rezava pela menina mas também criticando o comportamento dos pais, que deixaram a menina sozinha.</p>
<p>Mais do que isto é balelas do CM, que todos seguiram acriticamente, sem uma confirmação para o Vaticano. Da sala de imprensa, quando o meu irmão, pelo Público, os questionou na sexta-feira riram-se.</p>
<p>Um abraço do leitor amigo,<br />
Miguel</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/vaticano-deixa-cair-maddie/2007/09/comment-page-1#comment-50</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 19:54:59 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Agora dizem que a incapacidade de explicar o que se passou leva a Polícia a “investir” no álibi de que os pais sabem o que aconteceu à filha.&quot;

Ó António... e se sabem mesmo?! É quase tão trágico como não saberem de nada!

Mas, admita-se que sabem. Mera suposição. E, partindo desta suposição, porque gente de mundo, com mundo, longe dos afadigados costumes latinos, pensam desta forma, partindo do pressuposto que de um acidente se tratou: Foi um acidente, somos médicos, nada foi possível fazer pela nossa filha. Viveremos pela vida fora com esta pedra às costas, qual Sísifo dos tempos modernos, mas não podemos espatifar as nossas vidas nem comprometer a dos outros filhos.

Ora, criar todo um enredo, maquiavélico, é certo, mas que eu, por exemplo, comprenderia, com custo, mas fá-lo-ia, de forma a que, ao emaranhar poderes como os do Vaticano(PAPA DIECTAMENTE), o govermos de Brown(Gordon), toda a imprensa inglesa, etc etc etc... de forma a que, para estes tais poderes, fosse mais útil manter a tese do rapto, contribuíndo para essa mesma tese de rapto, de forma a não sair beliscado de toda esta trapalhada, hipotecando a credibilidade, honorabilidade... levando a que o &quot;Mundo&quot;, esse tal mundo estrategicamente implicado na tese de rapto, seja conduzido a usar a sua influência para impedir a verdade. Parece demasiado próximo e rápido desde o momento do alerta do desaparecimento até que esse tal esquema começou a ser desenrolado. Mas... isso é para quem não está habituado a criar esse tipo de artimanhas... veja-se a lista de assessores e a sua proveniência)origem), pergunte-se quem são os amigos dos Mc Cann, o que está em causa, quem está em causa, logo no início e agora... Pois!
Eu, todavia, continuo a pensar que é excessivo pensar-se que os pais pudessem ter criado ou aceite que este esquema surgisse.
Enfim. Seja como for, que não sai bem desta porra toda são os jornalistas, portugueses e ingleses, as coisas que se dizem, que foram ditas, como foram, todos eles, receptáculos para verdades estretégicas, mentiras tácticas... alguém, um dia, vai ter que tesear esta gaita toda...
Mas, apesar de tudo ser demasiado estapafurdio, alguém ganhou com isto... e esse alguém foram as crianças de todo o mundo... que, se o processo for bem encaminhado, podem ser melhor defendidas de tanto filho da puta que para ai anda...

abraços
rb</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Agora dizem que a incapacidade de explicar o que se passou leva a Polícia a “investir” no álibi de que os pais sabem o que aconteceu à filha.&#8221;</p>
<p>Ó António&#8230; e se sabem mesmo?! É quase tão trágico como não saberem de nada!</p>
<p>Mas, admita-se que sabem. Mera suposição. E, partindo desta suposição, porque gente de mundo, com mundo, longe dos afadigados costumes latinos, pensam desta forma, partindo do pressuposto que de um acidente se tratou: Foi um acidente, somos médicos, nada foi possível fazer pela nossa filha. Viveremos pela vida fora com esta pedra às costas, qual Sísifo dos tempos modernos, mas não podemos espatifar as nossas vidas nem comprometer a dos outros filhos.</p>
<p>Ora, criar todo um enredo, maquiavélico, é certo, mas que eu, por exemplo, comprenderia, com custo, mas fá-lo-ia, de forma a que, ao emaranhar poderes como os do Vaticano(PAPA DIECTAMENTE), o govermos de Brown(Gordon), toda a imprensa inglesa, etc etc etc&#8230; de forma a que, para estes tais poderes, fosse mais útil manter a tese do rapto, contribuíndo para essa mesma tese de rapto, de forma a não sair beliscado de toda esta trapalhada, hipotecando a credibilidade, honorabilidade&#8230; levando a que o &#8220;Mundo&#8221;, esse tal mundo estrategicamente implicado na tese de rapto, seja conduzido a usar a sua influência para impedir a verdade. Parece demasiado próximo e rápido desde o momento do alerta do desaparecimento até que esse tal esquema começou a ser desenrolado. Mas&#8230; isso é para quem não está habituado a criar esse tipo de artimanhas&#8230; veja-se a lista de assessores e a sua proveniência)origem), pergunte-se quem são os amigos dos Mc Cann, o que está em causa, quem está em causa, logo no início e agora&#8230; Pois!<br />
Eu, todavia, continuo a pensar que é excessivo pensar-se que os pais pudessem ter criado ou aceite que este esquema surgisse.<br />
Enfim. Seja como for, que não sai bem desta porra toda são os jornalistas, portugueses e ingleses, as coisas que se dizem, que foram ditas, como foram, todos eles, receptáculos para verdades estretégicas, mentiras tácticas&#8230; alguém, um dia, vai ter que tesear esta gaita toda&#8230;<br />
Mas, apesar de tudo ser demasiado estapafurdio, alguém ganhou com isto&#8230; e esse alguém foram as crianças de todo o mundo&#8230; que, se o processo for bem encaminhado, podem ser melhor defendidas de tanto filho da puta que para ai anda&#8230;</p>
<p>abraços<br />
rb</p>
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