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	<title>Comentários em: Perdemos o Rui</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 23:47:18 +0000</pubDate>
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		<title>Por: João Carlos Nogueira</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/perdemos-o-rui/2008/04#comment-2767</link>
		<dc:creator>João Carlos Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2008 08:42:20 +0000</pubDate>
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		<description>Raramente frequento blogs e muito menos deixo comentários. Mas "algo" me fez abrir um que tinha apenas como título "Morreu o Rui". Há coisas muito estranhas na vida... Rui como Marias há muitos... Porque abri aquele? E, quando o fiz, fiquei chocado! Apesar de não ver o Rui há mais de 25 anos, a ainda beleza do seu rosto e sorriso do agora quarentão estavam estampados na foto... Cruzei-me com o Rui por uns breves dois anos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na Licenciatura de Comunicação. Sempre me perguntei o que ele fazia por lá já que trocava frequentemente as aulas pelos treinos de andebol e, da apetência pelo jornalismo (pelo menos aquele) era nula! Mas as suas raras "aparições" eram como raios de sol na água fria: era um gajo alto, muito bem constituído, super elegante, que "misturava" sabiamente um look desportivo com o de "beto". A que juntava um low profile de uma virilidade cativante. Sem dúvida o rapaz mais bonito daquele "tempo" onde reinava soberano e sem rival. De repente deixei de o ver. Nunca mais soube nada dele nem o seu paradeiro. Durante todos estes anos lembrava-me algumas vezes e perguntava-me qual teria sido o seu destino (profissional e afectivo). E o Rui fez-me a vontade de onde agora está conduzindo a minha mão para clicar no rato e abrir o link "Morreu o Rui". É horrível a sensação de se chegar irremediavelmente atrasado. Sobra-me uma imensa saudade dele e da nossa juventude.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Raramente frequento blogs e muito menos deixo comentários. Mas &#8220;algo&#8221; me fez abrir um que tinha apenas como título &#8220;Morreu o Rui&#8221;. Há coisas muito estranhas na vida&#8230; Rui como Marias há muitos&#8230; Porque abri aquele? E, quando o fiz, fiquei chocado! Apesar de não ver o Rui há mais de 25 anos, a ainda beleza do seu rosto e sorriso do agora quarentão estavam estampados na foto&#8230; Cruzei-me com o Rui por uns breves dois anos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na Licenciatura de Comunicação. Sempre me perguntei o que ele fazia por lá já que trocava frequentemente as aulas pelos treinos de andebol e, da apetência pelo jornalismo (pelo menos aquele) era nula! Mas as suas raras &#8220;aparições&#8221; eram como raios de sol na água fria: era um gajo alto, muito bem constituído, super elegante, que &#8220;misturava&#8221; sabiamente um look desportivo com o de &#8220;beto&#8221;. A que juntava um low profile de uma virilidade cativante. Sem dúvida o rapaz mais bonito daquele &#8220;tempo&#8221; onde reinava soberano e sem rival. De repente deixei de o ver. Nunca mais soube nada dele nem o seu paradeiro. Durante todos estes anos lembrava-me algumas vezes e perguntava-me qual teria sido o seu destino (profissional e afectivo). E o Rui fez-me a vontade de onde agora está conduzindo a minha mão para clicar no rato e abrir o link &#8220;Morreu o Rui&#8221;. É horrível a sensação de se chegar irremediavelmente atrasado. Sobra-me uma imensa saudade dele e da nossa juventude.</p>
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		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/perdemos-o-rui/2008/04#comment-2441</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 18:01:15 +0000</pubDate>
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		<description>Este deve ser um dos poucos sítios na internet onde amiúde deixo uns comentários. Há outros, mas nunca, ou quase nunca, regresso.
Por isso, é aqui que vou dizer duas ou três coisas sobre o Rui Moreira, a quem não posso tratar apenas por Rui porque não era, de facto, meu amigo. O contrário, claro está, também não. 
Pensava eu que tinha com ele uma relação apenas cordial, entrecortada por dois ou três episódios macacos. Uns simpáticos, outros nem por isso.
Mas, esta minha prosa teria que ter uma razão. 
Ora se o homem não era meu amigo, então porquê estar para aqui com merdas?!.
Por uma razão simples: foi o primeiro tipo que me chateou a sério, que berrou comigo enquanto chefe e com quem eu, na altura, achei que podia falar alto também. 
Irritaram-me tanto aqueles berros, por uma tonteria onde eu, ainda hoje acho isso, tinha razão, como me agradou tremendamente aquela sensação porreira de saber que não corria risco algum por estar a falar alto com um director-adjunto. 
Estava eu em Cabo Verde e a porra foi por ter dado um saltinho à Guiné-Bissau para matar saudades. 
Há ainda outro episódio. Estava eu na Lusa há 4 ou 5 anos, a recibo verde, e, num hotel de Lisboa, estava o Rui Moreira à mesa com outros indivíduos, creio o Bill e o JOão Gomes, era uma cena organizada pela Lusa, e dizia o então director-adjunto ou coisa que o valha para os seus amigos. Com esta vida um gajo só pode ter dois filhos no máximo. 
Digo-lhe e: e eu, a recibo verde, posso ter quantos? Não gostou, percebi, porque lhe competia resolver o meu problema com os recibos verdes. 
Disse eu para uns amigos por ali soletrados. Estou fodido...o Rui Moreira vai-me fazer a vida negra. Acho que foi na primeira vez que o vi. 
Passado dois ou três anos, durante os quais pouco contacto existiu, fui para a Guiné. Que era o melhor que me poderia acontecer. 
Um dia, em conversa de corredor com o Rui Moreira, diz-me o gajo: "Tás a ver como foste para a Guiné". Ora, só não se lembrava do episódio, como fez questão de me lembrar que não era por uma merdice daquelas que ele, e querendo podia, me iria impedir de ir para a Guiné como delegado da Lusa. 
Não sei se por isto tudo, não sei se porque sim, mas a verdade é que, não sendo o Rui Moreira meu amigo, a sua morte me deixou uma sensação muito parecida, para a qual não consigo encontrar formas de a distinguir, a outras onde já me aconteceu ficar perante a morte de um... amigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este deve ser um dos poucos sítios na internet onde amiúde deixo uns comentários. Há outros, mas nunca, ou quase nunca, regresso.<br />
Por isso, é aqui que vou dizer duas ou três coisas sobre o Rui Moreira, a quem não posso tratar apenas por Rui porque não era, de facto, meu amigo. O contrário, claro está, também não.<br />
Pensava eu que tinha com ele uma relação apenas cordial, entrecortada por dois ou três episódios macacos. Uns simpáticos, outros nem por isso.<br />
Mas, esta minha prosa teria que ter uma razão.<br />
Ora se o homem não era meu amigo, então porquê estar para aqui com merdas?!.<br />
Por uma razão simples: foi o primeiro tipo que me chateou a sério, que berrou comigo enquanto chefe e com quem eu, na altura, achei que podia falar alto também.<br />
Irritaram-me tanto aqueles berros, por uma tonteria onde eu, ainda hoje acho isso, tinha razão, como me agradou tremendamente aquela sensação porreira de saber que não corria risco algum por estar a falar alto com um director-adjunto.<br />
Estava eu em Cabo Verde e a porra foi por ter dado um saltinho à Guiné-Bissau para matar saudades.<br />
Há ainda outro episódio. Estava eu na Lusa há 4 ou 5 anos, a recibo verde, e, num hotel de Lisboa, estava o Rui Moreira à mesa com outros indivíduos, creio o Bill e o JOão Gomes, era uma cena organizada pela Lusa, e dizia o então director-adjunto ou coisa que o valha para os seus amigos. Com esta vida um gajo só pode ter dois filhos no máximo.<br />
Digo-lhe e: e eu, a recibo verde, posso ter quantos? Não gostou, percebi, porque lhe competia resolver o meu problema com os recibos verdes.<br />
Disse eu para uns amigos por ali soletrados. Estou fodido&#8230;o Rui Moreira vai-me fazer a vida negra. Acho que foi na primeira vez que o vi.<br />
Passado dois ou três anos, durante os quais pouco contacto existiu, fui para a Guiné. Que era o melhor que me poderia acontecer.<br />
Um dia, em conversa de corredor com o Rui Moreira, diz-me o gajo: &#8220;Tás a ver como foste para a Guiné&#8221;. Ora, só não se lembrava do episódio, como fez questão de me lembrar que não era por uma merdice daquelas que ele, e querendo podia, me iria impedir de ir para a Guiné como delegado da Lusa.<br />
Não sei se por isto tudo, não sei se porque sim, mas a verdade é que, não sendo o Rui Moreira meu amigo, a sua morte me deixou uma sensação muito parecida, para a qual não consigo encontrar formas de a distinguir, a outras onde já me aconteceu ficar perante a morte de um&#8230; amigo.</p>
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