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	<title>Comentários em: Escola do esquecimento</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
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		<title>Por: ammneves</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/escola-do-esquecimento/2008/01/comment-page-1#comment-252</link>
		<dc:creator>ammneves</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 13:26:25 +0000</pubDate>
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		<description>Eu é que agradeço a interpelação. Passo a explicar o que considero &quot;dar-se ao respeito&quot;: trata-se de alguém que se faz respeitar pela sua presença, pela personalidade, pela firmeza de carácter, pela convicção e sustentação no que diz...No caso dos alunos, alguém em quem eles acabam por se rever, mesmo até inconscientemente. Recordo-me que integrei uma turma considerada &quot;pouco fácil&quot; no secundário que tinha comportamentos altamente reprováveis com uns professores e funcionava normalmente com outros, caso do professor de matemática, que também era a disciplina em que tínhamos mais dificuldade. Mas como se tratava de um &quot;grande professor&quot; que nunca levantou a voz, não me recordo de ter expulso alguém da sala e explicava a matéria com um empenho e uma dedicação contagiantes, os alunos não tinham alternativa a respeitá-lo, como ele nos respeitava a nós. É uma questão de postura natural, que pode até ser adquirida, em parte, com a ajuda de formação. Como saberá melhor do que eu, a culpa não está toda do lado dos alunos nem da família. Há professores cuja vocação não foi aferida por ninguém e que nunca se adaptam à função. Foram as contingências que os colocaram a ensinar. Isso acaba por ter reflexos negativos e é perceptível para quem está sentado à sua frente. Crianças e adolescentes (e até mesmo adultos) não perdoam &quot;fraquezas&quot; dessas. 
Espero ter ajudado a compreender o que entendo por &quot;dar-se ao respeito&quot;.
Obrigado pelo seu comentário. Escreva sempre.

Cumprimentos, 

António Martins Neves</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu é que agradeço a interpelação. Passo a explicar o que considero &#8220;dar-se ao respeito&#8221;: trata-se de alguém que se faz respeitar pela sua presença, pela personalidade, pela firmeza de carácter, pela convicção e sustentação no que diz&#8230;No caso dos alunos, alguém em quem eles acabam por se rever, mesmo até inconscientemente. Recordo-me que integrei uma turma considerada &#8220;pouco fácil&#8221; no secundário que tinha comportamentos altamente reprováveis com uns professores e funcionava normalmente com outros, caso do professor de matemática, que também era a disciplina em que tínhamos mais dificuldade. Mas como se tratava de um &#8220;grande professor&#8221; que nunca levantou a voz, não me recordo de ter expulso alguém da sala e explicava a matéria com um empenho e uma dedicação contagiantes, os alunos não tinham alternativa a respeitá-lo, como ele nos respeitava a nós. É uma questão de postura natural, que pode até ser adquirida, em parte, com a ajuda de formação. Como saberá melhor do que eu, a culpa não está toda do lado dos alunos nem da família. Há professores cuja vocação não foi aferida por ninguém e que nunca se adaptam à função. Foram as contingências que os colocaram a ensinar. Isso acaba por ter reflexos negativos e é perceptível para quem está sentado à sua frente. Crianças e adolescentes (e até mesmo adultos) não perdoam &#8220;fraquezas&#8221; dessas.<br />
Espero ter ajudado a compreender o que entendo por &#8220;dar-se ao respeito&#8221;.<br />
Obrigado pelo seu comentário. Escreva sempre.</p>
<p>Cumprimentos, </p>
<p>António Martins Neves</p>
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		<title>Por: Tacci</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/escola-do-esquecimento/2008/01/comment-page-1#comment-241</link>
		<dc:creator>Tacci</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 20:09:44 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria que me desse uma definição funcional de &quot;dar-se ao respeito&quot;. Durante a minha vida profissional tenho visto as coisas mais espantosas no capítulo da incapacidede de alguns adolescentes para compreender até que estão a desrespeitar tanto os professores como os e as colegas. Como pai deve saber que não é necessário bater nos filhos, mas que se tem de dar à criança a certeza de que não vale a pena tentar ultrapassar os limites. Esse padrão deve existir numa escola e no ensino em geral, julgo eu, e se os pais não o tiverem imposto, o sistema educativo terá de os substituir.
Vamos então falar de disciplina, de regras, de comportamentos inadmissíveis?
Os melhores cumprimentos e o meu pedido de desculpa pela diatribe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria que me desse uma definição funcional de &#8220;dar-se ao respeito&#8221;. Durante a minha vida profissional tenho visto as coisas mais espantosas no capítulo da incapacidede de alguns adolescentes para compreender até que estão a desrespeitar tanto os professores como os e as colegas. Como pai deve saber que não é necessário bater nos filhos, mas que se tem de dar à criança a certeza de que não vale a pena tentar ultrapassar os limites. Esse padrão deve existir numa escola e no ensino em geral, julgo eu, e se os pais não o tiverem imposto, o sistema educativo terá de os substituir.<br />
Vamos então falar de disciplina, de regras, de comportamentos inadmissíveis?<br />
Os melhores cumprimentos e o meu pedido de desculpa pela diatribe.</p>
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