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	<title>Comentários em: Breve homenagem a um escritor e libertino</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
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		<title>Por: ricardo</title>
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		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 19:48:08 +0000</pubDate>
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		<description>Sabes, António, sou ainda daqueles que começou a ler o Luiz Pacheco, lá pelo 13, 14 anos, só porque achava que era giro ser diferente do resto da manada, mesmo que fosse só para citar uma frase aqui e ali... sempre puxado pela imagem &quot;maldita&quot; do &quot;tipo&quot;.
Nessa altura interessava-me muito mais a bizarria indexada ao escritor que o conteúdo daquilo que escrevia. Entretanto as coisas foram mudando e a obra foi-se impondo às &quot;lantejoulas&quot;. 
Hoje, fazendo um balanço, não sou capaz de dizer quando o Luiz Pacheco me agradou mais: se enquanto tipo estranho que ficava bem entre amigos dizer que se conhecia, se depois, quando conheci, de facto, dentro do possível, o que escreveu. Mas também não interessa. 
O que me interessa hoje é reparar que é um &quot;certo&quot; Portugal que morre com o Pacheco. Desaparece de vez. Foi-se!! Luiz Pacheco era assim como um Plano Z, alternativo a este Portugal de hoje, a esta mixórdia de fulanos bem pensantes que não pensam coisa nenhuma mas são excelente a convencer a maralha que pensam, que reflectem muito e bem sobre esta coisa de andar por cá. Quase sempre bem falantes, quase sempre muito à-vontade em público, com palavras certeiras para situações bem definidas. Mas cuja definição não é mais que fruto de pouca e má reflexão, pouca e má capacidade de perceber o que é importante. Essa gente, sejam comentadores de tipo &quot;urbano e despachado&quot;, sejam eles e elas gente com acesso aos esconso cantinho dos eleitos sabe-se lá a troco de quê... ou então, os tipos que são coincidentemente provincianos geograficamente e também na merda que lhes enche a cabeça.
Cheira-me que, por estes dias, não vão faltar espaços onde essa gente de merda vai saltitar de blogue em blogue, de coluna de jornal em coluna de jornal... a falar dos livros do Pacheco exactamente da mesma forma como falaram das bolas-de-berlim-da-sua-reluzente-juventude-atacadas-pela-asae. 
Na verdade, Luiz Pacheco, que, na verdade encenava bem estar-se a cagar para esta merda toda, falhou redondamente... dele fica apenas a imagem falseada do bizarro, estranho... maldito.
Não fica o resto. Não fica a ideia de que a vida é coisa pouca para ser apenas um buraco cheio de continuadas esperas pelo dia de amanhã porque-amanhã-é-que-vai-ser... enquanto à nossa volta uns tipos &quot;esverdeados&quot; vão cobrindo as grilhetas com finos óleos para o ferro não magoar a carne mas deixando chagas profundas na alma, criando fórmulas macacas para nos pedirem, sempre com jeitinho, para esticarmos a perna de molde a melhor entrar a grilheta, a melhor ferrar o dorso da maralha com ferro quente antecedido de analgésicos e belas pomadas para melhor sarar a carne queimada.
Na verdade, o crematório de Luiz Pacheco vai igualmente fazer em cinzas o que resta da irreverência de um certo Portugal. Paz à sua alma, ás duas almas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sabes, António, sou ainda daqueles que começou a ler o Luiz Pacheco, lá pelo 13, 14 anos, só porque achava que era giro ser diferente do resto da manada, mesmo que fosse só para citar uma frase aqui e ali&#8230; sempre puxado pela imagem &#8220;maldita&#8221; do &#8220;tipo&#8221;.<br />
Nessa altura interessava-me muito mais a bizarria indexada ao escritor que o conteúdo daquilo que escrevia. Entretanto as coisas foram mudando e a obra foi-se impondo às &#8220;lantejoulas&#8221;.<br />
Hoje, fazendo um balanço, não sou capaz de dizer quando o Luiz Pacheco me agradou mais: se enquanto tipo estranho que ficava bem entre amigos dizer que se conhecia, se depois, quando conheci, de facto, dentro do possível, o que escreveu. Mas também não interessa.<br />
O que me interessa hoje é reparar que é um &#8220;certo&#8221; Portugal que morre com o Pacheco. Desaparece de vez. Foi-se!! Luiz Pacheco era assim como um Plano Z, alternativo a este Portugal de hoje, a esta mixórdia de fulanos bem pensantes que não pensam coisa nenhuma mas são excelente a convencer a maralha que pensam, que reflectem muito e bem sobre esta coisa de andar por cá. Quase sempre bem falantes, quase sempre muito à-vontade em público, com palavras certeiras para situações bem definidas. Mas cuja definição não é mais que fruto de pouca e má reflexão, pouca e má capacidade de perceber o que é importante. Essa gente, sejam comentadores de tipo &#8220;urbano e despachado&#8221;, sejam eles e elas gente com acesso aos esconso cantinho dos eleitos sabe-se lá a troco de quê&#8230; ou então, os tipos que são coincidentemente provincianos geograficamente e também na merda que lhes enche a cabeça.<br />
Cheira-me que, por estes dias, não vão faltar espaços onde essa gente de merda vai saltitar de blogue em blogue, de coluna de jornal em coluna de jornal&#8230; a falar dos livros do Pacheco exactamente da mesma forma como falaram das bolas-de-berlim-da-sua-reluzente-juventude-atacadas-pela-asae.<br />
Na verdade, Luiz Pacheco, que, na verdade encenava bem estar-se a cagar para esta merda toda, falhou redondamente&#8230; dele fica apenas a imagem falseada do bizarro, estranho&#8230; maldito.<br />
Não fica o resto. Não fica a ideia de que a vida é coisa pouca para ser apenas um buraco cheio de continuadas esperas pelo dia de amanhã porque-amanhã-é-que-vai-ser&#8230; enquanto à nossa volta uns tipos &#8220;esverdeados&#8221; vão cobrindo as grilhetas com finos óleos para o ferro não magoar a carne mas deixando chagas profundas na alma, criando fórmulas macacas para nos pedirem, sempre com jeitinho, para esticarmos a perna de molde a melhor entrar a grilheta, a melhor ferrar o dorso da maralha com ferro quente antecedido de analgésicos e belas pomadas para melhor sarar a carne queimada.<br />
Na verdade, o crematório de Luiz Pacheco vai igualmente fazer em cinzas o que resta da irreverência de um certo Portugal. Paz à sua alma, ás duas almas&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Certamente! Lá se despachou finalmente, coitado, o Pacheco</title>
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		<dc:creator>Certamente! Lá se despachou finalmente, coitado, o Pacheco</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 16:22:59 +0000</pubDate>
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		<description>[...] o Pacheco irrompeu pela Redacção do Diário Popular, como relata o António na sua atlântica missiva de hoje, já eu não estava lá, tinha migrado para o Expresso para [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] o Pacheco irrompeu pela Redacção do Diário Popular, como relata o António na sua atlântica missiva de hoje, já eu não estava lá, tinha migrado para o Expresso para [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Morreu o Luiz Pacheco : TubarãoEsquilo, a rede de blogues com actualidade, informação e notícias</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/breve-homenagem-a-um-escritor-e-libertino/2008/01/comment-page-1#comment-202</link>
		<dc:creator>Morreu o Luiz Pacheco : TubarãoEsquilo, a rede de blogues com actualidade, informação e notícias</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 12:55:39 +0000</pubDate>
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		<description>[...] e obra. O Adufe 4.0, o Aspirina B, o Arrastão, o Bibliotecário de Babel, o Modus Vivendi e o Atlântico expresso assinalaram a [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] e obra. O Adufe 4.0, o Aspirina B, o Arrastão, o Bibliotecário de Babel, o Modus Vivendi e o Atlântico expresso assinalaram a [...]</p>
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