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	<title>Comentários em: Arreia Valente no Tavares - Patrocínio &#8220;P&#8221;</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 02:38:41 +0000</pubDate>
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		<title>Por: António Martins Neves</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/arreia-valente-no-tavares-patronicio-do-p/2007/11#comment-205</link>
		<dc:creator>António Martins Neves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 18:44:01 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Paulo.
Tenho uma enorme dificuldade em entender porque razão as pessoas hão-de querer esconder a sua identidade pessoal no dia-a-dia. Porque não gostam do nome que têm, porque preferem outro mais comercial e lhe trará maiores dividendos na sua vida profissional ou artística? No primeiro caso, creio que se resolve a questão no Registo Civil. 
Quando a situação surge da parte de alguém que diz fazer da frontalidade uma espécie de arma que brande a todo o momento, a coisa ganha outros contornos. Aí parece-me menos aceitável ainda. "Esconder-se" atrás de outro nome ou fazer-se passar por descendente ou familiar de personalidades com algum peso na História...Mas, como também refiro na "carta", suspeito apenas que isso se passe com Vasco Pulido Valente. Se calhar meio-mundo sabe isso. Eu só ouvi alguém referir-se ao assunto...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Paulo.<br />
Tenho uma enorme dificuldade em entender porque razão as pessoas hão-de querer esconder a sua identidade pessoal no dia-a-dia. Porque não gostam do nome que têm, porque preferem outro mais comercial e lhe trará maiores dividendos na sua vida profissional ou artística? No primeiro caso, creio que se resolve a questão no Registo Civil.<br />
Quando a situação surge da parte de alguém que diz fazer da frontalidade uma espécie de arma que brande a todo o momento, a coisa ganha outros contornos. Aí parece-me menos aceitável ainda. &#8220;Esconder-se&#8221; atrás de outro nome ou fazer-se passar por descendente ou familiar de personalidades com algum peso na História&#8230;Mas, como também refiro na &#8220;carta&#8221;, suspeito apenas que isso se passe com Vasco Pulido Valente. Se calhar meio-mundo sabe isso. Eu só ouvi alguém referir-se ao assunto&#8230;</p>
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		<title>Por: António Martins Neves</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/arreia-valente-no-tavares-patronicio-do-p/2007/11#comment-132</link>
		<dc:creator>António Martins Neves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 21:51:45 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Ricardo. 
Façamos a conta do deve e haver. A história, espero eu, vai sustentar-se em factos, como só pode, e explicar o que cada uma das criaturas andou a fazer pelo mundo. O povo avaliará, friamente, e alguém há-de fazer esse balanço. 
Um forte abraço e os maiores sucessos para o futuro. Conta sempre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Ricardo.<br />
Façamos a conta do deve e haver. A história, espero eu, vai sustentar-se em factos, como só pode, e explicar o que cada uma das criaturas andou a fazer pelo mundo. O povo avaliará, friamente, e alguém há-de fazer esse balanço.<br />
Um forte abraço e os maiores sucessos para o futuro. Conta sempre.</p>
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		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/arreia-valente-no-tavares-patronicio-do-p/2007/11#comment-131</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 19:02:02 +0000</pubDate>
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		<description>Ora, nunca li um livro do MST, excepto dois continhos de uma coisa-qualquer-croquete-que-tinha-a-vontade-de não-deixar-morrer-o-petisco-pelo-meio. Não era boa literatura!
Do Vasco-que-não-é-Pulido-nem-valente-mas-qualquer-coisa-tipo-Silva-ou-Santos, idem. Isto falando de livros.
Mas todos nós devemos uma coisita ou outra a ambos. E porque são dois, pelo menos duas coisinhas deveremos.
Eu, por mim, acho que, mesmo vivendo duas vezes 100 anos, faltar-me-à tempo para ler tudo aquilo que vale a pena ler, espalhado por milhares de estantes e prateleiras por esse mundo fora, para me inquietar com estes malabarismos.
Mas tenho uma tese. O Valente e o Tavares estão conquetenados num único propósito. Venderem-se um ao outro.
E nisso são mestres. E dos raros, daqueles que só havia no século XIX. 
Mas a verdade é que a opinião que têm sobre os dias estafados em que o país vai atravessando este gregoriano mapa do tempo, não é irrelevante. Valem por isso. Quanto aos livros, nem um nem outro farão História.
Um, não consegue escrever um bom livro, tendo em conta os seus requisitos(o Valente), o outro viverá eternamente na dúvida se os 400 mil vendidos até agora foram de facto lidos e se o que vendeu foi a capa com a sua fronha larócas ou a sua potência literária. Enfim, com o mal de um, o outro não poderá viver descansado.
Mas, ó António, o Valente já admitiu, na revista do Expresso, acho eu, que sim, que pediu ao tavares pata que este fosse o seu cronista. Humilhante, claro... mas para quem???</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora, nunca li um livro do MST, excepto dois continhos de uma coisa-qualquer-croquete-que-tinha-a-vontade-de não-deixar-morrer-o-petisco-pelo-meio. Não era boa literatura!<br />
Do Vasco-que-não-é-Pulido-nem-valente-mas-qualquer-coisa-tipo-Silva-ou-Santos, idem. Isto falando de livros.<br />
Mas todos nós devemos uma coisita ou outra a ambos. E porque são dois, pelo menos duas coisinhas deveremos.<br />
Eu, por mim, acho que, mesmo vivendo duas vezes 100 anos, faltar-me-à tempo para ler tudo aquilo que vale a pena ler, espalhado por milhares de estantes e prateleiras por esse mundo fora, para me inquietar com estes malabarismos.<br />
Mas tenho uma tese. O Valente e o Tavares estão conquetenados num único propósito. Venderem-se um ao outro.<br />
E nisso são mestres. E dos raros, daqueles que só havia no século XIX.<br />
Mas a verdade é que a opinião que têm sobre os dias estafados em que o país vai atravessando este gregoriano mapa do tempo, não é irrelevante. Valem por isso. Quanto aos livros, nem um nem outro farão História.<br />
Um, não consegue escrever um bom livro, tendo em conta os seus requisitos(o Valente), o outro viverá eternamente na dúvida se os 400 mil vendidos até agora foram de facto lidos e se o que vendeu foi a capa com a sua fronha larócas ou a sua potência literária. Enfim, com o mal de um, o outro não poderá viver descansado.<br />
Mas, ó António, o Valente já admitiu, na revista do Expresso, acho eu, que sim, que pediu ao tavares pata que este fosse o seu cronista. Humilhante, claro&#8230; mas para quem???</p>
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		<title>Por: Paulo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/portugal/arreia-valente-no-tavares-patronicio-do-p/2007/11#comment-130</link>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 12:23:52 +0000</pubDate>
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		<description>António, boa carta, só não percebo a embirração com o facto de VPV usar um heterónimo e proteger a sua identidade -- mesmo que as razões do heterónimo passem pela vaidade pessoal.
Não li nenhum dos livros de Sousa Tavares. Dizem-me as minhas fontes próximas que ele é bom escritor. Vasco tem algum peso para criticar um romance que é apresentado como histórico, mas tal crítica será sempre um pau de dois bicos: um romance histórico é em primeiro lugar um romance e não tem preocupações com o rigor, ao contrário do que se passa com um livro de história escrito por um historiador (e quantas vezes estes pintalgam as zonas obscuras ou desconhecidas recorrendo aos seus "dotes" de escritor).
No caso vertente, eu aponto para o bico da dor de cotovelo. Vasco gostava de ter o sucesso que atribui a Miguel.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>António, boa carta, só não percebo a embirração com o facto de VPV usar um heterónimo e proteger a sua identidade &#8212; mesmo que as razões do heterónimo passem pela vaidade pessoal.<br />
Não li nenhum dos livros de Sousa Tavares. Dizem-me as minhas fontes próximas que ele é bom escritor. Vasco tem algum peso para criticar um romance que é apresentado como histórico, mas tal crítica será sempre um pau de dois bicos: um romance histórico é em primeiro lugar um romance e não tem preocupações com o rigor, ao contrário do que se passa com um livro de história escrito por um historiador (e quantas vezes estes pintalgam as zonas obscuras ou desconhecidas recorrendo aos seus &#8220;dotes&#8221; de escritor).<br />
No caso vertente, eu aponto para o bico da dor de cotovelo. Vasco gostava de ter o sucesso que atribui a Miguel.</p>
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