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	<title>Comentários em: Adolfo, que vai morrer longe</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 13:59:52 +0000</pubDate>
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		<title>Por: ricardo</title>
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		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Aug 2007 10:47:34 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é camarada... um homem só se realiza verdadeiramente quando toma consciência de que não lhe foi possível escolher o momento da primeira luz mas que tem o "poder" de escolher o momento e o lugar da última(a morte). Interessante, vagamente metafísico, literalmente... humano.
Mas, ó Peixeiro, o que eu achei que era mais interessante na estória do Adolfo é o tipo estar, no mesmo espaço geográfico(Europa), político e, porque não dizê-lo, cultural, apesar de não parecer, e preferir viver na rua(e faz frio em Copenhaga!!!) a apanhar os restos da noite(garrafas)pelo chão, em vez de estar no seu país, a desempenhar a profissão que é a sua(electricista), com ordenado(mais de 500 euros) certo...
Sabes, o que está ali, não é um retrato da Dinamarca, nem do Adolfo... é um retrato de Portugal, mas visto ao espelho, tipo as ambulâncias, que têm a palavra escrita ao contrário para que o condutor da frente possa ler através do retrovisor!!! Velho camarada, aprende-se tanto a olhar para a rectaguarda! É por isso que eu, por mim, prefiro viver pelo e para o passado que em nome de um futuro que simplesmente desconheço...
Já agora, a propósito, aqui há dias, tu ou o António, escreviam sobre a cena da miúda inglesa do Al(l)garve... Meu caro, vê bem a perfídia que seria se aqueles senhores MC Cann tivessem orquestrado uma ida ao Papa apenas para que, quando se souber a verdade, o facto de esta poder comprometer, também, no campo do simbólico, claro está, o Pontífice, levar a quem detém o poder de decidir, achar melhor reconstruir uma outra verdade... Man... I ka mim qui ta mata Cabral... abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é camarada&#8230; um homem só se realiza verdadeiramente quando toma consciência de que não lhe foi possível escolher o momento da primeira luz mas que tem o &#8220;poder&#8221; de escolher o momento e o lugar da última(a morte). Interessante, vagamente metafísico, literalmente&#8230; humano.<br />
Mas, ó Peixeiro, o que eu achei que era mais interessante na estória do Adolfo é o tipo estar, no mesmo espaço geográfico(Europa), político e, porque não dizê-lo, cultural, apesar de não parecer, e preferir viver na rua(e faz frio em Copenhaga!!!) a apanhar os restos da noite(garrafas)pelo chão, em vez de estar no seu país, a desempenhar a profissão que é a sua(electricista), com ordenado(mais de 500 euros) certo&#8230;<br />
Sabes, o que está ali, não é um retrato da Dinamarca, nem do Adolfo&#8230; é um retrato de Portugal, mas visto ao espelho, tipo as ambulâncias, que têm a palavra escrita ao contrário para que o condutor da frente possa ler através do retrovisor!!! Velho camarada, aprende-se tanto a olhar para a rectaguarda! É por isso que eu, por mim, prefiro viver pelo e para o passado que em nome de um futuro que simplesmente desconheço&#8230;<br />
Já agora, a propósito, aqui há dias, tu ou o António, escreviam sobre a cena da miúda inglesa do Al(l)garve&#8230; Meu caro, vê bem a perfídia que seria se aqueles senhores MC Cann tivessem orquestrado uma ida ao Papa apenas para que, quando se souber a verdade, o facto de esta poder comprometer, também, no campo do simbólico, claro está, o Pontífice, levar a quem detém o poder de decidir, achar melhor reconstruir uma outra verdade&#8230; Man&#8230; I ka mim qui ta mata Cabral&#8230; abraços</p>
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