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	<title>Comentários em: Não achas Serafim?</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
	<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 17:53:15 +0000</pubDate>
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		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/cabo-verde/nao-achas-serafim/2008/05#comment-3705</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2008 08:56:56 +0000</pubDate>
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		<description>servem estas linhas para dizer que eu sou xenófobo.

Há pessoas de quem não gosto. E agora?! Paciência.

Mas há uma coisa que me dá vómitos: gostar ou não de alguém por causa da concentração de melanina na pele, da origem e da sua condição social.

Mas há indivíduos de quem não gosto. E alguns são pretos, outros brancos, outros nem uma coisa nem outra. Alias há alguns que não entram nesta equação porque, apesar de parecerem pessoas, de ser até possível e normal confundirem-se com pessoas quando no meio destas, não são gente, são animálias.

E então? 

É claro que não ando com uma vara de cerejeira atrás dessas criaturas para lhes atascar o lombo de frestas ardentes. 

Mas sei uma coisa. Há uns filhos da puta que pode levar uma hora ou uma década, mas vou encontrá-los numa esquina qualquer. 

Lembro-me de ser rapazote de sebenta na mão a caminho da escola e haver um maluco, lá na terreola, que dizia algo assim, repetidamente: "Dou um queijo para não andar a batatada, mas entrego o rebanho inteiro de cabras para não largar uma boa sessão de pancadaria".

Eu também.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>servem estas linhas para dizer que eu sou xenófobo.</p>
<p>Há pessoas de quem não gosto. E agora?! Paciência.</p>
<p>Mas há uma coisa que me dá vómitos: gostar ou não de alguém por causa da concentração de melanina na pele, da origem e da sua condição social.</p>
<p>Mas há indivíduos de quem não gosto. E alguns são pretos, outros brancos, outros nem uma coisa nem outra. Alias há alguns que não entram nesta equação porque, apesar de parecerem pessoas, de ser até possível e normal confundirem-se com pessoas quando no meio destas, não são gente, são animálias.</p>
<p>E então? </p>
<p>É claro que não ando com uma vara de cerejeira atrás dessas criaturas para lhes atascar o lombo de frestas ardentes. </p>
<p>Mas sei uma coisa. Há uns filhos da puta que pode levar uma hora ou uma década, mas vou encontrá-los numa esquina qualquer. </p>
<p>Lembro-me de ser rapazote de sebenta na mão a caminho da escola e haver um maluco, lá na terreola, que dizia algo assim, repetidamente: &#8220;Dou um queijo para não andar a batatada, mas entrego o rebanho inteiro de cabras para não largar uma boa sessão de pancadaria&#8221;.</p>
<p>Eu também.</p>
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