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	<title>Comentários em: Estás bom? Estás!</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
	<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 19:46:28 +0000</pubDate>
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		<title>Por: ricardo</title>
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		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 11:51:06 +0000</pubDate>
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		<description>Eu acho, Peixeiro... eu acho que nos próximos dois anos, visto que já levas um de Cabo Verde, ainda vais ter coragem para falar de um assunto, do qual já estarás devidamente informado, mas que ainda achas, por neófito seres no "kao", ser cedo para abordar. E qual? Os cabo-verdianos, de uma forma geral, não gostam dos portugueses e os portugueses, especialmente os responsáveis diplomáticos, acham que isto não é verdade porque os cabo-verdianos são do Benfico ou do Porto ou do Sporting e andam com a camisola da selecção portuguesa nas ruas. Como se enganam, os cabo-verdianos, por gente de mundo ser, têm apenas um clube, mesmo podendo este clube ser a selecção portuguesa durante os mundiais, mas isso em nada os liga ao país. E basta ver como, mesmo do ponto de vista da mercearia, se prejudicam por causa deste sentimento. Na Televisão de Cabo Verde, quando o telejornal passa ao internacional, pode-se ver uma notícia da Bielorussia ou mesmo da Eslovénia, mas de Portugal, onde toda a gente tem um primo, irmão ou cunhada, nada, simplesmente nada... Fraz sentido?? Faz, se se tiver em conta que em Cabo Verde não se gosta de Portugal. Eu, por acaso, gosto imenso de Cabo Verde e de alguns cabo-verdianos. E sei que os cabo-verdianos gostam de alguns portugueses. Sendo este sentimento mais notório quando os ministros de Lisboa se passeiam pelas ilhas a distribuir cheques ou ajudas nas mais diversas áreas... Enfim! Quanto ao português que, de acto, não se fala em Cabo Verde, mesmo que alguns, o falem muito bem... Das duas uma, ou dá jeito as elites manterem assim as coisas porque, desta forma, tendo os seus filhos acesso ao bem falar português, o estatuto de eleite mantém uma coerência genética, geração após geração, ou, então, o lobby francófono no governo da Praia é poderoso... e é, de facto... É que, exterminando o português, depois é mais fácil ensinar francês... e a França bem precisa, tendo em conta o estado em que a sua língua se encontra no mundo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho, Peixeiro&#8230; eu acho que nos próximos dois anos, visto que já levas um de Cabo Verde, ainda vais ter coragem para falar de um assunto, do qual já estarás devidamente informado, mas que ainda achas, por neófito seres no &#8220;kao&#8221;, ser cedo para abordar. E qual? Os cabo-verdianos, de uma forma geral, não gostam dos portugueses e os portugueses, especialmente os responsáveis diplomáticos, acham que isto não é verdade porque os cabo-verdianos são do Benfico ou do Porto ou do Sporting e andam com a camisola da selecção portuguesa nas ruas. Como se enganam, os cabo-verdianos, por gente de mundo ser, têm apenas um clube, mesmo podendo este clube ser a selecção portuguesa durante os mundiais, mas isso em nada os liga ao país. E basta ver como, mesmo do ponto de vista da mercearia, se prejudicam por causa deste sentimento. Na Televisão de Cabo Verde, quando o telejornal passa ao internacional, pode-se ver uma notícia da Bielorussia ou mesmo da Eslovénia, mas de Portugal, onde toda a gente tem um primo, irmão ou cunhada, nada, simplesmente nada&#8230; Fraz sentido?? Faz, se se tiver em conta que em Cabo Verde não se gosta de Portugal. Eu, por acaso, gosto imenso de Cabo Verde e de alguns cabo-verdianos. E sei que os cabo-verdianos gostam de alguns portugueses. Sendo este sentimento mais notório quando os ministros de Lisboa se passeiam pelas ilhas a distribuir cheques ou ajudas nas mais diversas áreas&#8230; Enfim! Quanto ao português que, de acto, não se fala em Cabo Verde, mesmo que alguns, o falem muito bem&#8230; Das duas uma, ou dá jeito as elites manterem assim as coisas porque, desta forma, tendo os seus filhos acesso ao bem falar português, o estatuto de eleite mantém uma coerência genética, geração após geração, ou, então, o lobby francófono no governo da Praia é poderoso&#8230; e é, de facto&#8230; É que, exterminando o português, depois é mais fácil ensinar francês&#8230; e a França bem precisa, tendo em conta o estado em que a sua língua se encontra no mundo&#8230;</p>
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