Cortam-se umas mãos…

Caro amigo

Parece-me impossível que ainda hoje pessoas desenvolvam teorias sobre como é que nós nascemos! Estalar de dedos? Alguém que lhes diga, que lhes faça um desenho. Expliquem-lhes que dá um bocadinho mais de trabalho ou então prendam essa gente! Fazem-me lembrar a história daquela miúda de quatro anos que pergunta aos pais como é que nasceu.
Se fosse por um estalar de dedos, caro amigo, eu hoje só à minha conta já tinha tido alguma meia dúzia de filhos. Se fosse assim já seríamos tantos que já não cambiamos no mundo, teríamos de andar encima uns dos outros, o que até não teria grande importância para a reprodução porque estaríamos tão juntinhos que nem teríamos espaço para estalar os dedos, esse sim o verdadeiro acto procriador.
É que as pessoas reproduziam-se mesmo sem querer. Amanhã à noite chegarias a casa com ar comprometido, por carregares contigo mais cinco filhos, a juntar aos 300 que já tinhas em casa. “Desculpa, ia no carro para o trabalho, a meio do caminho lembrei-me que não tinha metido gasolina e estalei os dedos, depois quando vi a burrice que fiz estalei outra vez e pimba, outro logo ali. Os outros três nasceram quando uma colega me contou que no fim-de-semana lhe tinham nascido 26