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	<title>Comentários em: Amanhã, pelas 16 horas</title>
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	<description>Um mar de palavras e memórias</description>
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		<title>Por: Maria João Carvalho</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/cabo-verde/amanha-pelas-16-horas/2007/04/comment-page-1#comment-10</link>
		<dc:creator>Maria João Carvalho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 12:47:32 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, camaradas, a minha cultura da pontualidade há-de causar-me dissabores até ao fim da vida. É genética, mas não a herdei do meu pai, e sim do pai dele. O meu avô chegava de véspera. Eu sou assim: chego sempre antes para não fazer os outros esperar. Como devem imaginar, acabo sempre com &quot;um ganda melão&quot;, &quot;enxofradíssima&quot; devido a longas esperas em quase 20 anos de profissão.
O meu pai, advogado, esteve sempre do lado dos que fazem esperar. A começar pela família, sempre fez esperar toda a gente. Imaginem as discussões... e os silêncios pesadíssimos... as idas aos casamentos dos amigos de família, baptizados... nunca chegávamos a tempo das esperas à porta da Igreja... o problema era quando ele era o padrinho... enfim...não me curei... continuo a chegar antes dos acontecimentos e a ter de esperar pelos oradores... acho uma falta de respeito com os jornalistas (apesar de, há muitos anos, não fazer conferências de imprensa por não gostar de jogos de cintura dos políticos...sempre fui à fonte dos acontecimentos) ... por isso considero a hipótese de mobilizar os mais jovens para começarem a desaparecer antes da chegada dos desrespeitadores de horário. Será interessante ver como resolvem a questão das audiências, esses primos afastados dos suíços.
Ah, porque os suíços, ao contrário do que se pensa, não são nada apressados nem pontuais...dizem, com toda a fleuma que: &quot;il n&#039;y a pas feu au lac&quot;!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, camaradas, a minha cultura da pontualidade há-de causar-me dissabores até ao fim da vida. É genética, mas não a herdei do meu pai, e sim do pai dele. O meu avô chegava de véspera. Eu sou assim: chego sempre antes para não fazer os outros esperar. Como devem imaginar, acabo sempre com &#8220;um ganda melão&#8221;, &#8220;enxofradíssima&#8221; devido a longas esperas em quase 20 anos de profissão.<br />
O meu pai, advogado, esteve sempre do lado dos que fazem esperar. A começar pela família, sempre fez esperar toda a gente. Imaginem as discussões&#8230; e os silêncios pesadíssimos&#8230; as idas aos casamentos dos amigos de família, baptizados&#8230; nunca chegávamos a tempo das esperas à porta da Igreja&#8230; o problema era quando ele era o padrinho&#8230; enfim&#8230;não me curei&#8230; continuo a chegar antes dos acontecimentos e a ter de esperar pelos oradores&#8230; acho uma falta de respeito com os jornalistas (apesar de, há muitos anos, não fazer conferências de imprensa por não gostar de jogos de cintura dos políticos&#8230;sempre fui à fonte dos acontecimentos) &#8230; por isso considero a hipótese de mobilizar os mais jovens para começarem a desaparecer antes da chegada dos desrespeitadores de horário. Será interessante ver como resolvem a questão das audiências, esses primos afastados dos suíços.<br />
Ah, porque os suíços, ao contrário do que se pensa, não são nada apressados nem pontuais&#8230;dizem, com toda a fleuma que: &#8220;il n&#8217;y a pas feu au lac&#8221;!</p>
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		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/cabo-verde/amanha-pelas-16-horas/2007/04/comment-page-1#comment-9</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2007 14:51:33 +0000</pubDate>
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		<description>Eu odeio atrasos, e sempre, sempre fui pontual...mas confesso é bem coisa de brasileiro tb deixar tudo para última hora e atrasar.
Primeiro pedido que fiz ao maridão quando o conheci, não me deixe &quot;esperando&quot; por vc, eu ODEIO! Pois muito bem, até hoje qunado marcamos algo, ele sempres chega antes, e nas raríssimas vezes que atrasou, era justificavel, mas geralemnte avisa, vou atrasar...
Pois muito bem, aqui o costume é a noiva atrasar, dizem que é chic...EU NÃO ACHO! Pois bem, quando casei, era 18:00 horas na igreja, e a 18:00 horas, lá estava eu, tudo bem que eu não sou chic, sou apenas  uma mulher que gosta de pontualidade, e de respeito, quando vc atrasa, vc está desrespeitando, quem o está esperando, não importa se é uma pessoa,ou uma multidão.
Abraço bem brasileiro (isso significa grande e afetuso).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu odeio atrasos, e sempre, sempre fui pontual&#8230;mas confesso é bem coisa de brasileiro tb deixar tudo para última hora e atrasar.<br />
Primeiro pedido que fiz ao maridão quando o conheci, não me deixe &#8220;esperando&#8221; por vc, eu ODEIO! Pois muito bem, até hoje qunado marcamos algo, ele sempres chega antes, e nas raríssimas vezes que atrasou, era justificavel, mas geralemnte avisa, vou atrasar&#8230;<br />
Pois muito bem, aqui o costume é a noiva atrasar, dizem que é chic&#8230;EU NÃO ACHO! Pois bem, quando casei, era 18:00 horas na igreja, e a 18:00 horas, lá estava eu, tudo bem que eu não sou chic, sou apenas  uma mulher que gosta de pontualidade, e de respeito, quando vc atrasa, vc está desrespeitando, quem o está esperando, não importa se é uma pessoa,ou uma multidão.<br />
Abraço bem brasileiro (isso significa grande e afetuso).</p>
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		<title>Por: ricardo</title>
		<link>http://atlantico-expresso.net/cabo-verde/amanha-pelas-16-horas/2007/04/comment-page-1#comment-8</link>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2007 11:22:51 +0000</pubDate>
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		<description>Ó Peixeiro, agora que descobri esta modernice, embora também democrática, vou lendo e comentando. Desculpa qualquer coisinha. Mas, vou apenas contar uma estória. Uma certa vez, no Poeta que bem conheces, estava eu pouco depois de chegado ás ilhas, e mandei vir um bife à portuguesa ou coisa que o valha. Pedido feito, cerveja bebida, outra cerveja bebiba e, se não me engano, ainda outra sagres pelo bucho abaixo. Uma hora depois: &quot;Ó mestre, então e o bife??!&quot;. Resposta do empregado, que acabei por perceber que se tratava de um ajoia de criatura: &quot;Mas o senhor está com pressa e vem comer a um restaurante, à noite, com uma lua destas - o Poeta dá para a baia da Praia e em noite de lua cheia é qualquer coisa especial - , não está bem, quem tem pressa come em casa, aqui olha-se para a beleza da baia, conversa-se...&quot;. Dei-lhe razão. Não fora eu estar com fome e sozinho, ter-lhe-ia deixado uma gorjeta. Mas devia, porque aprendi muito com aquele cavalheiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Peixeiro, agora que descobri esta modernice, embora também democrática, vou lendo e comentando. Desculpa qualquer coisinha. Mas, vou apenas contar uma estória. Uma certa vez, no Poeta que bem conheces, estava eu pouco depois de chegado ás ilhas, e mandei vir um bife à portuguesa ou coisa que o valha. Pedido feito, cerveja bebida, outra cerveja bebiba e, se não me engano, ainda outra sagres pelo bucho abaixo. Uma hora depois: &#8220;Ó mestre, então e o bife??!&#8221;. Resposta do empregado, que acabei por perceber que se tratava de um ajoia de criatura: &#8220;Mas o senhor está com pressa e vem comer a um restaurante, à noite, com uma lua destas &#8211; o Poeta dá para a baia da Praia e em noite de lua cheia é qualquer coisa especial &#8211; , não está bem, quem tem pressa come em casa, aqui olha-se para a beleza da baia, conversa-se&#8230;&#8221;. Dei-lhe razão. Não fora eu estar com fome e sozinho, ter-lhe-ia deixado uma gorjeta. Mas devia, porque aprendi muito com aquele cavalheiro.</p>
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