Archive for the 'Sem categoria' Category

Internauta Fernando,
a miséria abunda aí, aqui também, é preciso mudar os sistemas políticos, económicos, fazer a revolução na cabeça das pessoas, encontrar líderes dignos desse nome. Sem dúvida! Mas vão acontecendo umas pequenas coisas que nos adubam a alma, para a manter viva. A história que te venho contar hoje é o exemplo acabado de [...]

Taberneiro Fernando,
as fotos têm a crueza do preto e branco. Nas tabernas é a alma que sobressai. É um mundo fechado. Cheio de prazeres e contradições. Os rostos, os objectos, entram-nos pela vista. Eram o centro do mundo mesmo sem largo. Entrava quem queria, ficava quem podia. Um filtro de homens. As mulheres só atrás [...]

Moçambique

Caro amigo
Como sabes, porque mesmo que o não dissesse era óbvio pelas minhas últimas cartas, deixei Cabo Verde no mês passado. Estou há uma semana em Moçambique, Maputo, à beira do Indico e não no meio do Atlântico, como até agora. Ainda assim pode ser o Atlântico Expresso o nosso meio de contacto. Prometo falar-te [...]

Inveja de quê?

Caro amigo
Estou a escrever-te acabadinho de chegar à Praia, coisa que, confesso, estava mortinho por fazer. Porque o frio de Portugal, por estes dias, convida mesmo é a, quem possa, fugir dele a sete pés. Está explicado, e espero que perdoado, o meu tão longo silêncio.

Audacioso Fernando,
em maré de invernias, temporais e gente destemida ou à procura da paz que natureza violenta nos transmite, fui dar com este texto que escrevi na Lusa quando um dia fui tentar perceber o que move os pescadores que arriscam a vida no escarpado litoral alentejano e algarvio a sul de Vila Nova de [...]

Vários porcos a banhos

Caro amigo
Fica então com esta sequência. De verdadeiros porcos a banhos. Um abraço
Fernando Peixeiro

Caro amigo
Tenho andado tão ocupado por estes dias que mal me sobra tempo para te escrever. E hoje falo-te do assunto que me tem mantido aqui de um lado para o outro. Droga. Tráfico. Mas pelos bons motivos. Não imagines, já aí, que me tornei um narcotraficante. Continuo pobre.




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