Archive for Janeiro, 2009

Sabemos a verdade…e agora?

Poupado Fernando, será uma maçada dizer-te que o país e o mundo estão em chamas, que acordamos todos os dias a ouvir notícias de milhares de despedimentos, cá e lá. Hoje ouvi o comentador Nicolau Santos dizer que o antigo ministro das Finanças Hernâni Lopes prevê que o descaminho nos faça regredir o nível de [...]

Porto Madeira

Se é pam vivê na es mal De ca tem Quem que q´rem, Ma´n q´re morre sem luz Na nha cruz, Na es dor De dâ nha bida Na martírio de amor! (Morna Aguada, Eugénio Tavares) Caro amigo Imagina que vais milheiral fora e dás de caras com um busto, em pedra, e logo a [...]

Temperado Fernando, está frio, muito frio. É normal, é Inverno. Inusitado é o folclore que as baixas temperaturas proporcionam. Como a miséria que grassa e dispara nesta terra sem horizontes. As centenas de pessoas que dormem na rua tornaram-se agora alvo de todos os “responsáveis” e motivo de abundantes “reportagens” por que têm tendas aquecidas, [...]

Caro amigo Quando telefonámos ao tio para ir lá fazer uma entrevista ele perguntou porque não íamos a um domingo, que sempre almoçávamos e tínhamos mais tempo para conversar. Recusámos porque para domingo ainda faltava muito e tínhamos pressa. Agora acho que devia ter passado um domingo com o tio.

Inveja de quê?

Caro amigo Estou a escrever-te acabadinho de chegar à Praia, coisa que, confesso, estava mortinho por fazer. Porque o frio de Portugal, por estes dias, convida mesmo é a, quem possa, fugir dele a sete pés. Está explicado, e espero que perdoado, o meu tão longo silêncio.

Alcunhas tratadas

Verdadeiro Peixeiro, ano novo, histórias antigas. Andei aqui a dar voltas ao baú das memórias e encontrei esta que vais gostar de recordar. O tema dispensa apresentações. (Texto adaptado de original publicado na Lusa). Um alentejano sem alcunha é uma autêntica raridade. Até mesmo a falta de epíteto pode originar o baptismo. Aconteceu com o [...]

Audacioso Fernando, em maré de invernias, temporais e gente destemida ou à procura da paz que natureza violenta nos transmite, fui dar com este texto que escrevi na Lusa quando um dia fui tentar perceber o que move os pescadores que arriscam a vida no escarpado litoral alentejano e algarvio a sul de Vila Nova [...]