Archive for Junho, 2008

Tempos que mudam

Caro amigo
Escrevo-te três dias depois de ter havido, aqui em Cabo Verde, mudanças no governo. Foi na sexta-feira que o primeiro-ministro convocou os jornalistas para anunciar a saída de alguns ministros, de outros que mudaram de pasta, de caras novas, outras estratégias e outras ambições. Agora, dos 15 ministros que compõem o governo deste país, [...]

Incrédulo Fernando,
vê-se e quase não se acredita: no dia em que terminou em Lisboa o Congresso Feminista, a televisão pública (RTP) brindou-nos com uma peça supostamente informativa no Jornal da Tarde que revela como o machismo vai continuar entranhado por muitos e longos anos na nossa sociedade. Não pelos protagonistas da suposta história, mas pela [...]

Onde é que está o povo?

Caro amigo
Cabo Verde deve ter entrado ontem para um Guinness qualquer. Tem provavelmente o único Parlamento do mundo que votou contra uma descida de impostos. Era uma descida para metade mas os deputados não quiseram. O povo, o tal que deviam representar, é que se está marimbando para outras questões que não seja o pão [...]

Querem que acreditemos na Justiça

Felizardo Fernando,
lembraste de ter falado no caso da adjudicação do sistema de transmissões para as forças de segurança e Protecção Civil? E de que o negócio tinha custado quase cinco vezes mais do que a comissão nomeada para aconselhar a adjudicação recomendara? Pois bem, o então ministro da Administração Interna que assinou o contrato com [...]

Caro amigo
Quando eu e a Carla bebíamos café há tempos numa pastelaria que já nem existe percebemos que nem um nem outro tinha um isqueiro ou fósforos para acender um cigarro. Que fizemos? Nada. Esperamos calmamente que chegasse um estrangeiro. Um senhor com ar de português sentou-se numa mesa perto e pediu um café. Tiro [...]

A peixeira de rua e a ASAE

Cronista Fernando,
não tem o dom da escrita, creio até que nem saberá ler, mas domina uma arte bem mais rara nos dias correm: iludir a ASAE, a polícia portuguesa dos comerciantes e de alguns costumes. Sem correr o risco de ser exagerado, acho que finta os inspectores com muito mais facilidade e naturalidade do que [...]

 
Caro amigo
Cheguei a casa dele com um saco de ovos. Carreguei-os com cuidado, de táxi, como o Vasco me tinha recomendado. Germano riu-se. E riu-se outra vez quando o Omar lhe ofereceu um charuto cubano. Não mais o largou mas também não o acendeu. Cheguei a casa dele com hora marcada, mas ficava todo o [...]

Morrer, mas de gravata

Informal Fernando,
há dias falei-te de medidas simples mas estruturais, que os governantes evitam como sarna, quando falei do incentivo do uso do gás GPL nos automóveis. Nestes dias recordei-me de outra ainda mais simples, quando vi uns homens engravatados nuns carros oficiais estacionados, de vidros fechados e com os motores a contribuírem afincadamente para o [...]

A prepotência fica-lhes tão mal

Caro amigo
Não te parece que há pessoas que quanto mais pobres e desgraçadas são mais arrogantes se tornam? Do género tu pensares que aquela gente, se tivesse uma dose maior de humildade, tinha mais a ganhar? Com países acontece o mesmo. Sobe a prepotência enquanto desce o PIB.

A cereja em cima do melro

Ambientalista Fernando,
subscrevo em absoluto a tua indignação com quem mata tubarões porque esses massacres continuam a render e fico também revoltado com o facto de haver gente que paga o que lhe pedirem para comer uma extravagância qualquer, mesmo que se trate de um capricho com consequências devastadoras como essa da sopa de barbatana. Ter [...]




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