Archive for Janeiro, 2008
Argumentista Fernando,
estamos a viver em filmes ou quê? Que fitas são estas que nos entristecem e amarguram? E não penses que a minha pena vai escorrer hoje para águas menos lodosas, porque o braço está a levar-me para “estórias” que eu não controlo mas que me perturbam de uma forma brutal. Encenações à parte, os pais de Maddie, a criança inglesa desaparecida no Algarve, admitem permitir um filme…para receberem dinheiro em troca…e financiarem as buscas da filha que nunca mais aparece. Será este o actual mundo da fantasia, Fernando? Aí, instaura-se um inquérito a uma pessoa por suspeita de abuso de menores e cinco anos depois arquiva-se o processo porque não são encontradas provas para a acusar. Aqui, na Europa, o argumento que promete agora é o dos pais de Madeleine McCann (Maddie), a criança que desapareceu em Maio do ano passado, que estarão dispostos a receber dinheiro para que alguém facture com um filme sobre o sumiço da filha, alegando que assim poderão continuar a procurá-la…Não te confundas, porque é claro como a água.
Cega, surda, paralítica e atrasada mental
0 comentários Publicado por Fernando Peixeiro 10 Janeiro 2008 em Cabo Verde.Caro amigo
Um homem é apontado como um dos principais suspeitos de pertencer a uma rede de pedofilia aqui em Cabo Verde e de ter violado duas crianças e ao fim de cinco anos a Justiça vem dizer que nem sequer ficou provado que os menores tivessem sido violados e arquiva o processo. E demorou cinco anos? Ele há cada uma!
Qu’bele caixetinhe, Joe!
0 comentários Publicado por António Martins Neves 9 Janeiro 2008 em Portugal.
Hello Fernando,
não sou dado a balanços anuais. Respeito e admiro muito quem os faz, mas nunca perdi mais de cinco minutos (de cada vez) a matutar se um ano me correu bem ou mal, quanto mais a avaliar terceiros sem ser por razões profissionais. Tive um professor que passava o dia de anos fechado em casa, a avaliar os últimos 365 dias como se a vida fosse uma mercearia com o deve o haver. Os erros são para corrigir, as boas atitudes para multiplicar. Mas como em tudo, há excepções e no ano passado houve um cavalheiro que diz deixar marca por aqui. A coisa não lhe correu (tão) de feição como desejava, mas tornou-se incontornável para quem tem e ou fala sobre muito dinheiro: Joe Berardo para os amigos e conhecidos, ou José Manuel Rodrigues Berardo, de sua graça!
Caro amigo
Ao fim de mais de três horas de avião para sul as nuvens que te vão acompanhando dão lugar a uma mancha castanha. Adivinhas que estás a chegar a Cabo Verde porque o pico da ilha do Fogo surge a furar esse manto. Olhas pela janela e lembras-te do dia, do fim de Novembro, que estavas lá. E pensas que se não fossem os instrumentos automáticos do aparelho o piloto estava bem tramado para encontrar a Praia, no meio de tanto pó.
Cigarrilha candidata a figura do ano
1 comentário Publicado por António Martins Neves 7 Janeiro 2008 em Portugal.
Fumador Fernando,
tenho esta atravessada para te revelar. Ainda mal tinha começado este ano e já uma reles cigarrilha se tornara numa espécie de figura do ano. Não foi um daqueles puros cubanos, enrolado artesanalmente, do tipo morra gato, morra farto. Não, foi uma singela e fina imitação. Só porque foi parar à boca do inspector-geral da ASAE, que a acendeu num local nada apropriado, atendendo à moral e ao cumprimento da lei que vinhasustentando e aplicando.
Aquele banal gesto de deitar fogo ao pequeno cigarro castanho mal se tinha assinalado a passagem de ano deve ter sido, espero, o pior momento da vida pública de António Nunes.
Breve homenagem a um escritor e libertino
3 comentários Publicado por António Martins Neves 6 Janeiro 2008 em Portugal.
Caro Fernando,
num dia de 1989, que não recordo, entrou pela redacção do Diário Popular adentro uma estranha figura que nunca tinha visto na vida. Calçava umas galochas borracheiras com as calças por dentro, vestida o casaco de um fato de oleado daqueles usados pelos operários e julgo que transportava um saco de plástico em cada mão. Tinha uns óculos com umas lentes garrafais e o cabelo desalinhado e fazia uma algazarra enorme. Era O Luiz Pacheco, com quem nunca mais me cruzei, e que morreu ontem.
Os carniceiros de Santo Antão
1 comentário Publicado por Fernando Peixeiro 5 Janeiro 2008 em Portugal.Caro amigo
Falei-te há pouco tempo da matança das cagarras que os cabo-verdianos teimam em fazer todos os anos em Outubro, pondo em risco a sobrevivência da espécie, que actualmente não chega a 15 mil exemplares. Mas há mais! Em Cabo Verde há outra ave que deverá ser a mais rara do mundo. Existem 9 casais. E também neste caso ninguém se importa.
Guerra de camas pelas damas
0 comentários Publicado por António Martins Neves 3 Janeiro 2008 em Portugal.
Arrependido Fernando,
a tua última carta revela aquele arrependimento comum a quem se confronta com as consequências da ressaca: dores de cabeça, mau estar, enfim. Para que é que eu bebi?? Acordar com céu logo ali a roçar o cabelo não é a situação mais agradável do mundo. Concordo. Até à próxima. Mas a vida não pára, o mundo também não e este ano até parece que começou a rodar mais rápido que o normal. Ou promete ser vertiginoso: deixas de poder fumar em recintos fechados, os bancos que enriquecem e nos determinam a vida estão nervosíssimos e as primas-donas estão a dar que falar….
Caro amigo
É sempre assim. Comemos as 12 passas fora de tempo e temos uma branca ao terceiro desejo, perdemos minutos infinitos a ler e a comentar as mensagens que nos mandam para o telemóvel, e acabamos a noite com tanta comida na mesa como começamos e sem nada para beber.


