Archive for Outubro, 2007

Cortam-se umas mãos…

Caro amigo
Parece-me impossível que ainda hoje pessoas desenvolvam teorias sobre como é que nós nascemos! Estalar de dedos? Alguém que lhes diga, que lhes faça um desenho. Expliquem-lhes que dá um bocadinho mais de trabalho ou então prendam essa gente! Fazem-me lembrar a história daquela miúda de quatro anos que pergunta aos pais como é [...]

Evolucionista Fernando,
Uma entidade divina chegou aqui há terra, há 6.000 anos, estalou os dedos e aparecemos nós, os humanos. É o que dizem os fundamentalistas cristãos americanos que querem ensinar esta tese aos filhos na escola. Só que escondem que esse deus, depois, foi-se embora  e nunca mais quis saber disto para nada, pelo que [...]

Caro amigo
Tens toda a razão no que dizes mas permite-me que discorde mais uma vez de ti. Os portugueses serão algo alarves mas não nos vejo como os maiores corruptos do mundo. Bons e maus há-os em todo o lado. Não foram os gregos que até utilizaram campos de futebol para montar tendas para acções [...]

Honesto Fernando,
esse retrato do estatuto especial de Cabo Verde em relação à União Europeia faz-me muito lembrar o que aconteceu em Portugal depois da adesão à então CEE, em 1986. Dinheiro para cá, que aqui no bolso é que ele me faz falta. O resto foram (e são) conversas. Aqui de homem para homem, tu [...]

Passar a cepa ou ficar como ela

Caro amigo
Poderia falar-te das mulheres que apanham dos maridos aqui em Cabo Verde mas prefiro chamar-te a atenção para um assunto que sem dúvida vai dar muito que falar aqui, até porque vai mudar o país: a aproximação à União Europeia, anunciada ontem em Lisboa e que aqui, por estranho que pareça, ninguém ligou “pevide”?.

Esmurra-me, meu amigo!

Baralhado Fernando,
se um destes dias te chegar aí que o reitor do santuário de Fátima apareceu de olhos negros e face esmurrada, não digas que não te avisei. O homem pôs-se a jeito e, levadas a peito, as suas palavras não o deixam a salvo de encaixar uns sopapos dos…amigos. Passo a explicar-te: monsenhor Luciano Guerra [...]

A cor de um saco

Caro amigo
Já te falei aqui um dia das acácias e dos seus frutos, os belos saquinhos de plástico que têm a particularidade de vingar todo o ano. Por estes dias, aqui pelas ilhas, fala-se muito de um em especial. Azul de sua cor mas filho enjeitado, não das acácias mas do governo. Continuo burro. Para [...]

Um país de coincidências

Desalentado Fernando,
eu vivo no país das coincidências, onde quase tudo acontece por acaso e quase ninguém tem verdadeiramente responsabilidade por nada. Um bocado como aí, mas se calhar com mais coincidências, coisas que acontecem por acaso, mas que mentes deformadas acham que é porque as pessoas são más, governam-se em vez de governarem, usam os [...]

Confissões de uma mente obtusa

Caro amigo
Li com alguma preocupação a carta que me enviaste e fiquei a pensar que, se calhar, o Portugal que eu conhecia já não vai existir quando regressar. Mas depois, andei por aqui a dar voltas à cabeça, e confesso que fiquei ainda mais preocupado. Na verdade, caro amigo, eu nunca conheci Portugal, como não [...]

Prezado Fernando,
se te quisesse assustar, diria que quando voltasses daí para Portugal só poderias aterrar no Algarve. Os teus familiares viveriam todos em Espanha sem sair de casa, Lisboa seria uma cidade castelhana. O único bocado que restaria do teu país seria mesmo a faixa a Sul da Serra do Caldeirão. Não, não foi um [...]




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