Archive for Março, 2007

Pegas no machado?

António,
falaste dos funerais e da morte, enfim amenizados com o teu inicial “vivíssimo Fernando” e lembrou-me outra coisa que eu acho também triste, aqui deste país dos ventos de leste. Os cabo-verdianos não gostam de árvores! Acho mesmo que eles odeiam árvores e sentem um impulso incontrolável para as cortar pela raiz mal elas entram [...]

Enterros em saldo

Vivíssimo Fernando,
hoje apetece-me escrever-te uma carta sobre uma novidade daquelas que nos entram pelo dia-a-dia sem pedir licença e supostamente nos pretendem encher o coração de felicidade. Parece uma contradição, mas o que se segue é sobre a morte, o único destino que temos garantido. Mas fica sabendo, tu aí preocupado em desfrutar a vida [...]

Identidade cabo-verdiana

Caro António,
compreendo a tua revolta e tristeza pela falta de memória que em Portugal parece haver. Mas também, visto à distância, me parece que não será caso para tanto. Que diabo! Não se tratou de um referendo, não foram os portugueses chamados às urnas para escolherem o eleito, não foi mesmo uma sondagem feita por [...]

Quanto mais me bates…

Caro Fernando,
brincavas há dias com o atónito António, mas é com esse sentimento que te escrevo hoje. Ou talvez perplexo. Ou mesmo indignado. Triste, desencantado. E, antes de saber a tua ou outra opinião, ninguém me tira que estou carregado de razão. Então não é que num concurso de televisão consideraram que o ditador Salazar é o [...]

O padre que vinha ajudar Cabo Verde

Amigo António,
Não tenho para ti uma história com um padre acelera ou sequer parecida. Ainda andei por aqui a procurar um padre motoqueiro para te fazer inveja, busquei um padre aviador, paraquedista, ciclista, em desespero de causa tentei ao menos um padre surfista, mas também nada.
Mas há uma história envolvendo um padre, que se passou [...]

“Alonso das Beiras” usa batina

Prezado Fernando,
os assuntos da religião não costumam ocupar-me muito tempo, mas desta vez não consegui seguir em frente sem olhar pró lado, ignorando o que se passa à minha beira e que mete Papa (sim o do Vaticano!) e tudo!. E achei que ias gostar de conhecer a história de um padre “radical”, acelera e…irresponsável.
Por [...]

Companheiro,
 Grandes alegrias me dás por saber que Portugal continua a singrar e que a imaginação dos nossos governantes não tem limites. Só te peço que também não te espantes muito com essas coisas, para não ter, um dia destes, de começar uma carta com Atónito António. É que não soa bem.
E já que me falavas [...]

Precavido Fernando,
sei-te um homem de parcos espantos, ainda não viste o porco a andar na bicicleta mas nem tudo já te faz pasmar. Cá por mim, acho sábia essa atitude e gostaria que perdurasse. Seria sinónimo de que continuas a bater-te tenazmente por aquela máxima de tentar perceber antes de botar faladura.
 Só que gostaria de [...]

Arranja-me uma moedinha esperta, senhor!

Senhor Neves, como estás?
O começo desta carta também não é mero acaso. E devo desde já dar-te uma grande alegria, porque essas nos dias que correm são tão escassas que quando temos uma devemos logo partilhá-la.
Pois aqui de Cabo Verde confirmo. Portugal deve ser mesmo país de muitos doutores e engenheiros e pessoas assim importantes. [...]

País de doutores

Senhor Fernando,
O começo desta carta não é mero acaso. Foi-me sugerido depois de ler um texto que um jornal da província espanhola da Catalunha dedicado aos “país dos doutores e engenheiros”, obviamente o nosso.
Escreve a correspondente do El Periódico de Catalunya que quem chega a Portugal pela primeira vez depara-se com uma desproporcionada prevalência de [...]




PARCEIROS